sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Quizz- quantos crimes há na letra da música?

Faroeste Caboclo

Legião Urbana

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da cercania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão
Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor
Aos quinze, foi mandado pro reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror
Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador
E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar
Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"
E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal
"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga
Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô
Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar
E Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar
Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali
Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar
Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"
Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general
Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu
Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"
O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João
"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão
E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinques com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse
"Você perdeu sua vida, meu irmão"
"Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão"
Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar
Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina
Mas acontece que um tal de Jeremias
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar
Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar
Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar
E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"
Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez
Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
"Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou
E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor"
E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
No sábado então, às duas horas
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo começou a sorrir
Sentindo o sangue na garganta
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali
E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"
E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha da puta, sem vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"
E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor
E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV
E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz
Sofrer

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A Semente

Bezerra da Silva

Meu vizinho jogou
Uma semente no seu quintal
De repente brotou
Um tremendo matagal (Meu vizinho jogou...)
Quando alguém lhe perguntava
Que mato é esse que eu nunca vi?
Ele só respondia
Não sei, não conheço isso nasceu ai
Mas foi pintando sujeira
O patamo estava sempre na jogada
Porque o cheiro era bom
E ali sempre estava uma rapaziada
Os homens desconfiaram
Ao ver todo dia uma aglomeração
E deram o bote perfeito
E levaram todos eles para averiguação e daí...
Na hora do sapeca-ia-ia o safado gritou:
Não precisa me bater, que eu dou de bandeja tudo pro senhor
Olha aí eu conheço aquele mato, chefia
E também sei quem plantou
Quando os federais grampearam
E levaram o vizinho inocente
Na delegacia ele disse
Doutor não sou agricultor, desconheço a semente

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Maloca O Flagrante

Bezerra da Silva

Pintou sujeira alô malandragem maloca o flagrante
Pintou sujeira alô malandragem maloca o flagrante
A canadura chegou com sargento, tenente e seu comandante
A canadura chegou com sargento, tenente e seu comandante
Caguetaram que tinham malandro aqui de montão
Os tirar vieram munidos
De matraca, escopeta e pastor alemão
Quem marcar bobeira vai ser grampeado
E depois terá que explicar tudo certo ao doutor delegado
Não vai dar pra dividida
Esconde a muamba e sai batido
Quando o malandro é de verdade
Na briga não gosta de sair ferido
Não vai dar pra dividida
Esconde a muamba e sai batido
Quando o malandro é de verdade
Na briga não gosta de sair ferido
Pintou sujeira alô malandragem maloca o flagrante...
Quem caguetou foi a fim de entregar toda a rapaziada
Eles não sabiam que ali tem malandro da barra pesada
Não havendo flagrante
Os homens vão ver que está tudo correto
Eles pedem desculpa à moçada
Não prendem ninguém e está tudo certo
Não havendo flagrante
Os homens vão ver que está tudo correto
Eles pedem desculpa à moçada
Não prendem ninguém e está tudo certo
Pintou sujeira alô malandragem maloca o flagrante...
Pintou sujeira alô malandragem maloca o flagrante...

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Justiça Social

Bezerra da Silva

Quase prendem meu disco houve um disse me disse
Pintaram o diabo, só porque em outro samba
Eu pedi para um homem não ser condenado
Fala mais alto a justiça lá do céu
Que atire a primeira pedra aquele que nunca foi réu
Fala mais alto a justiça lá do céu
Que atire a primeira pedra aquele que nunca foi réu
Eu sei que errar é humano
Na vida é comum tem a primeira vez
Mas vale é ser consciênte pois muito inoscênte
Já pagou por aquilo que não fez
É que a balaça da justiça social
Só pesa pra ler escrita isto não está legal
É que a balaça da justiça social
Só pesa pra ler escrita isto não está legal
Quase prendem meu disco houve um disse me disse...
Meus versos sem ser intelecto
Busca o mais certo para o bom viver
Eu sou o "Jô" e o "trigo" a mistura de amigos
Razão do meu ser
Eu sou a parte de quem foi e de quem fica
Sou élo da sociedade que o co-nome identifica
Eu sou a parte de quem foi e de quem fica
Sou élo da sociedade que o co-nome identifica
Quase prendem meu disco houve um disse me disse...
Fala mais alto a jutiça lá do céu
Que atire a primeira pedra aquele que nunca foi réu
Fala mais alto a jutiça lá do céu
Que atire a primeira pedra aquele que nunca foi réu
Fala mais alto a jutiça lá do céu
Que atire a primeira pedra aquele que nunca foi réu

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Legítima Defesa

Bezerra da Silva

Se eu não mato, eu morro.
E se corro, a moral não ficava de pé.
Preferi dar um tiro na cara do cara
que me achou com cara de zé mane. (2x)
Gente, eu não sou valente!
Sou um homem decente. Sou trabalhador
Mas, se a barra está pesada, eu topo a parada.
Não sou corredor.
Se joguei brasa na cara do cara,
foi porque o cara não estava sozinho.
Estava com mais de cinqüenta.
Se ninguém agüenta, saí de mansinho.
Se eu não mato, eu morro.
E se corro, a moral não ficava de pé.
Preferi dar um tiro na cara do cara
que me achou com cara de zé mane. (2x)
Levei um tapa, caí lá no canto.
E se não me levanto, iam me massacrar.
Chamei o meu santo, São Jorge Guerreiro,
meu bom padroeiro pra me ajudar.
Numa fração de segundo
pensei que o mundo ia se desfazer.
Aí eu meti a mão no cano,
e saí pipocando prá valer.
Se eu não mato, eu morro.
E se corro, a moral não ficava de pé.
Preferi dar um tiro na cara do cara
que me achou com cara de zé mane. (2x)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

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Piston de Gafieira

Silvio Caldas

Na gafieira segue o baile calmamente
com muita gente dando volta no salão
Tudo vai bem, mas eis porém que de repente
Um pé subiu e alguém de cara foi ao chão
Não é que o Doca, um crioulo comportado
Ficou tarado quando viu a Dagmar
Toda soltinha dentro de um vestido saco
tendo ao lado um cara fraco
e foi tirá-la pra dançar
O moço era faixa preta simplesmente
e fez o Doca rebolar sem bambolê
A porta fecha enquanto o duro vai não vai
quem está fora não entra
quem está dentro não sai
Mas a orquestra sempre toma providência
tocando alto pra polícia não manjar
e nessa altura, como parte da rotina
o piston tira a surdina e põe as coisas no lugar.

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Pensão Alimentícia

Calcinha Preta

Que foi que eu fiz pra você
Mandar os "homi" aqui vir me prender
Tudo era tão lindo um conto de fadas
Tão maravilhoso a gente se amava
Foi nessa brincadeira que aconteceu
Nasceu um lindo filho que é seu e meu
No final de semana agente ia à praia
Saia pro forró, caía na gandaia
Um amor assim eu só ví na tv
Mas ja que a gente terminou nao tem mais nada a ver
Sou cachaçeiro sou cabra raparigueiro
Mas eu nao sou vagabundo
Eu sou do mundo
Sou de responsa eu sou mais um brasileiro
Com pensão para pagar e vou pagar
Mas nao é justo que pensão alimenticia
Vire caso de policia
Isso complica
Tá atrasada mas você não precisava me denunciar
Que foi que eu fiz pra você
Mandar os "homi" aqui vir me prender (4X)